quarta-feira, 15 de outubro de 2014

# OS MELHORES E OS PIORES PAÍSES DO MUNDO PARA FICAR VELHO..


Essa verdade todo mundo conhece: a população mundial está envelhecendo. A expectativa de vida cresceu globalmente, não só nos países ricos. Na verdade, ela dobrou no último meio século.
No entanto, ficar velho hoje não é bom nem em certos países ricos.
  • A velhice está na mente
Essa é a conclusão do Global AgeWatch Index (em português algo como “Índice Global de Alerta ao Envelhecimento”), uma avaliação da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais com base na segurança de renda, saúde e ambiente de cada país.
O índice foi desenvolvido pela HelpAge International. Ele descobriu que alguns países com aumento da riqueza ignoram os seus cidadãos mais velhos: ser velho na Turquia é tão ruim como no Camboja.
O México, um país mais pobre do que a Turquia, mas com um melhor regime de pensões (ajuda do governo), é agora um lugar melhor para ser velho do que a Itália ou Portugal.
O Afeganistão é o pior lugar entre os pesquisados para ser velho no mundo, seguido de Moçambique e dos territórios palestinos. A Noruega é o país mais amigável aos idosos, seguida da Suécia e da Suíça.
Veja a lista completa do ranking dos países aqui (em inglês) traduzido.
  • Cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava

O Brasil nesse contexto

O Brasil fica em 58º lugar entre os 96 países pesquisados – ou seja, muito mal. Temos 23,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país, o que representa 11,5% da nossa população. Essa porcentagem deve aumentar para 28,9% em 2050.
Mas nem tudo são más notícias: regionalmente, temos o melhor desempenho em segurança de renda, com alta cobertura de pensões (86,3% da população acima de 65 anos recebem pensão do governo no Brasil), baixa pobreza na velhice (8,8%) e a maior taxa de bem-estar relativo.
No entanto, temos desempenho moderado na área da saúde, com uma esperança de vida aos 60 anos (depois dessa idade, um brasileiro pode esperar viver mais 21 anos) de um ano a menos do que a média regional.
  • Será que envelhecer é uma doença?
Também não temos um bom desempenho em ambiente, devido a taxas abaixo das médias regionais em emprego (52,3%) e nível de escolaridade (21,1%) dos brasileiros mais velhos.
Em comparação com alguns de nossos vizinhos latino-americanos, o Chile aparece no 22º lugar, o Uruguai em 23º, a Argentina em 31º, o Peru em 42º e a Bolívia em 51º. Abaixo de nós, aparecem outros vizinhos, como o Paraguai (66º) e a Venezuela (76º), além de Rússia (65º), Grécia (73º) e Turquia (77º).

Visão que precisa ser mudada

Conforme as populações envelhecem, centenas de milhões de pessoas podem ficar dependentes de seus filhos no mundo todo. Além disso, podem viver vidas pouco saudáveis – de forma que não aproveitarão seus anos da “Melhor Idade”.
A culpa disso tudo pode ser da negligência que temos hoje com essa população vulnerável, tornando-as muito menos capazes de contribuir para a sociedade do que poderiam. Um recente estudo alemão descobriu que, se devidamente cuidada, a população idosa poderia ser um benefício para os países – uma fonte de sabedoria e experiência no local de trabalho, por exemplo.
  • Como envelhecer pode deixar você mais criativo
O estudo crê que as sociedades precisam abraçar os aspectos positivos da longevidade, a fim de ver as pessoas idosas como um recurso. Elas precisam ter carreiras profissionais estendidas e ser mais autossuficientes. 

sábado, 20 de setembro de 2014

#O ARREBATAMENTO SERÁ SECRETO?



"JESUS, PAULO E O ARREBATAMENTO SECRETO" Hans K. LaRondelle, Doutor em Teologia Professor emérito do Seminário Teológico da Universidade Andrews, Estados Unidos. A Igreja apostólica viveu na expectativa do retorno de Cristo em glória e majestade. Paulo definiu os cristãos como aqueles que experimentam a graça de Deus, vivem uma vida santificada e “aguardam a bendita esperança e a manifestação [epiphaneia = aparecimento] da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tito 2:13). Essa “bendita esperança” do glorioso aparecimento de Cristo para “julgar vivos e mortos” (II Tim. 4:1; I Tim. 6:14) tornou-se a esperança da Igreja cristã, até que John Nelson Darby, erudito inglês (1800-1882), começou a ensinar a nova teoria de um arrebatamento secreto, pré-tribulação, sete anos antes da vinda de Jesus Cristo.1 De acordo com esse ponto de vista, Cristo vem de modo invisível para os Seus santos. Na gloriosa parousia (advento) ou epifania (aparecimento), Cristo retornará com os santos. Tal compreensão de uma segunda vinda em duas fases é resultado de um sistema hermenêutico chamado literalismo, originado por Darby e popularizado por C. I. Scofield, na Nova Bíblia de Referência Scofield.2 A diferença fundamental entre a teoria do arrebatamento secreto e o cristianismo histórico é a doutrina de que Cristo voltará em glória exatamente sete anos depois do arrebatamento da Igreja. Encoberto na construção dessa teoria está o estabelecimento de uma data para o segundo advento; algo explicitamente proibido por Jesus Cristo (Mat. 24:36; Atos 1:6 e 7). Conceituados eruditos da Bíblia têm escrito muitas avaliações críticas desse futurismo ou dispensacionalismo, especialmente da radical dicotomia que ele cria entre Israel e a Igreja.3 Neste artigo, oferecemos uma revisão da posição bíblica sobre a bendita esperança, tal como ensinada por Jesus e Paulo. As passagens principais são Mateus 24:29-31; João 14:3; I Cor. 15:51 e 52; I Tess. 4:13-18; II Tess. 1:5-10; 2:1-8. Todos os textos necessitam ser interpretados dentro do seu contexto histórico e literário. Nosso uso das palavras “igreja”, “Israel”, “parousia” e “iminente” deve ser determinado pela revelação progressiva do Novo Testamento, ao invés de considerações dogmáticas. Jesus e a parousia Dentre os quatro evangelhos, somente Mat. 24 usa o termo parousia (presença, vinda, chegada) para o glorioso aparecimento de Jesus. Desde o início, a vinda de Cristo está conectada com o julgamento retribuitivo de Deus no fim dos tempos. “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda [parousia] e da consumação do século.” (Mat. 24:3). Jesus afirmou essa coincidência quando disse que todos os povos sobre a Terra verão o sinal de Sua parousia quando Ele vier nas nuvens do céu com os anjos, “com poder e muita glória”, como o “Filho do homem” da visão de Daniel (Dan. 7:13 e 14). “Logo em seguida à tribulação [thlipsis] daqueles dias... Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mat. 24:29 e 30). Cristo enfatizou a visibilidade universal de Sua parousia, ao dizer: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem” (v. 27). É essencial reconhecer que Jesus adotou as expressões “tribulação”, “Filho do homem”, “as nuvens do céu”, “poder e muita glória”, das visões de Daniel. Os capítulos 7 e 12 do livro de Daniel descrevem a libertação final do povo do concerto, fiel a Deus, como acontecendo depois da tribulação no tempo do fim (Dan. 7:25-27; 12:1 e 2). Daniel retrata o livramento pós-tribulação dos santos através da intervenção do real “Filho do homem” ou Miguel celestial. Jesus apresentou-Se como o divino Messias da visão de Daniel e anunciou que o julgamento de Deus será dramaticamente realizado em Sua parousia com reverente poder e glória. Todos os povos da Terra não apenas testemunharão essa parousia, mas, conseqüentemente, também se lamentarão ou se encherão de remorso e desespero.4 Cristo usou expressões do livro de Daniel para descrever a libertação final de Seu povo após a tribulação do tempo do fim Esse lamento de Mateus 24 é ampliado por João no Apocalipse: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele” (Apoc. 1:7; ver também Apoc. 6:12-17). Não se trata de um lamento como arrependimento, mas por causa do desespero e temor em virtude da aproximação do julgamento final. Escritos gregos contemporâneos usavam a palavra parousia como o termo oficial para descrever a chegada triunfante de reis e governantes em visita a uma determinada cidade.5 Jesus endossou a perspectiva profética de Daniel ao declarar que Sua parousia poderia ocorrer “logo em seguida” à tribulação do Seu povo (Mat. 24:21, 22, 29 e 30; Dan. 12:2). Claramente Ele também ensinou uma parousia pós-tribulação. O que os dispensacionalistas sustentam, entretanto, é que Jesus direcionou Seu discurso profético exclusivamente para Seus discípulos, representantes de Israel como nação escolhida; de modo que Mateus 24 não é aplicável à Igreja, ao arrebatamento ou à ressurreição.6 Ironicamente, de todos os quatro escritores evangélicos da Bíblia, somente Mateus usa o termo ekklèsia = igreja (Mat. 16:18; 18:17). Ele define a Igreja de Cristo como o corpo de todos os que, à semelhança do apóstolo Pedro, confessam a Jesus como o Messias de Israel (Mat. 16:16-19), o corpo no qual a presença de Cristo habita até Sua parousia ou a consumação dos séculos (Mat. 18:20; 28:20). Jesus nomeou os crentes como “Minha igreja”, “Seus escolhidos” (Mat. 16:18; 24:31). É difícil entender como alguém pode negar o fato de que os apóstolos, para quem Jesus direcionou Seu discurso profético, também foram os fundadores e os primeiros membros da Igreja cristã. Eles eram representantes de todos os crentes em todas as nações (Atos 1:8). O discurso profético de Cristo em Mateus 24 é, portanto, direcionado à igreja apostólica até a consumação dos séculos. Qualquer tentativa para separar os apóstolos ou Mateus 24 da Igreja é uma compartimentalização antibíblica. Pedro se referiu aos membros da Igreja como “povo de propriedade exclusiva” (I Ped. 2:9), ou “eleitos” (I Ped. 1:1 e 2). Semelhantemente, Paulo falou da Igreja como “eleitos de Deus” (Rom. 8:33). Jesus certamente não restringiu Seus eleitos ao remanescente judeu de crentes depois que Ele testemunhou maior fé em um centurião romano do que em qualquer israelita: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mat. 8:11 e 12). O argumento de que Jesus não menciona o arrebatamento ou a ressurreição em Mateus 24, porque “o arrebatamento não ocorre na segunda vinda”,7 suscita uma questão. Uma hipótese tão precária não está baseada na Escritura mas sobre considerações doutrinárias. Em Mateus 24, Jesus respondeu a uma questão particular dos discípulos a respeito dos sinais de Sua parousia (v. 3). Então, Jesus apontou o livro de Daniel como fonte primária de Sua resposta (v. 15). Ali nós lemos como o livramento dos santos na tribulação do tempo do fim ocorrerá: Miguel descerá para seu resgate e para realizar a ressurreição dos mortos (Dan. 12:1 e 2). Portanto, devemos ler Mateus 24, tendo Daniel como fundo, para ter um quadro completo. Posteriormente, quando Jesus assegurou a Seus discípulos que Ele viria outra vez para levá-los à casa do Pai no Céu (João 14:2 e 3), Ele não estava sugerindo umarrebatamento secreto, mas explicando o confortador propósito de Sua mais antiga promessa de ressuscitá-los da morte, “no último dia”: “De fato, a vontade de Meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nEle crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40). O Apocalipse de Paulo Por volta de 50 ou 51 a.D., Paulo escreveu duas cartas pastorais à igreja de Tessalônica, a qual ele mesmo fundou. Por causa da forte proteção oferecida aos cidadãos tessalonicenses, pelo imperador romano, eles se tornaram hostis àqueles que glorificavam a Cristo como seu Rei e Redentor (Atos 17:1-9).8 O tema central de Paulo para os cristãos tessalonicenses era a esperança na parousia, um termo que ele usou sete vezes nessas cartas. Paulo descreveu a abençoada esperança da Igreja com uma preponderância de paralelos com Mateus 24. Um erudito concluiu, depois de detalhada comparação: “Em Mateus e Paulo nós encontramos as mesmas palavras gregas, usadas no mesmo sentido e em contextos similares.”9 Outro estudioso anotou 24 substanciais paralelos entre Mateus 24 e 25 e as duas cartas aos tessalonicenses: “Há maior quantidade de material paralelo no relato de Mateus do que em Marcos e Lucas, levando à conclusão de que as palavras de Jesus, tal como relatadas por Mateus, foram a fonte do ensinamento de Paulo.”10 Paulo reconheceu a autoridade do ensinamento de Cristo e apelou à “palavra do Senhor” para fazer sua descrição da esperança cristã (I Tess. 4:15). Ele adotou muitos dos conceitos e expressões fundamentais de Jesus, tais como a parousia do Céu, a final reunião dos santos pelos anjos, nuvens dos céus, o som da última trombeta, a vinda do Dia do Senhor como um ladrão de noite. Jesus e Paulo também enfatizaram que uma apostasia sacrílega se desenvolveria na Igreja institucional, acompanhada por sinais enganosos e falsas maravilhas, antes da reunião dos santos na gloriosa parousia de Cristo (Mat. 24:10-12, 24, 29 e 30; II Tess. 2:1, 3-10). Não admira que estudiosos do Novo Testamento que têm comparado os dois relatos meticulosamente, concordem que “o paralelismo substancial é notavelmente extensivo, e inclui tanto paralelismo de estrutura como de idéias”.11 Essa evidência requer nossa consideração sobre a escatologia de Paulo como uma elucidação e aplicação do discurso profético de Jesus. Paulo poderia ter usado uma coleção de ensinamentos de Jesus, anteriores aos escritos do evangelho de Mateus. Nós focalizamos o uso que Paulo fez do termo parousia, em comparação com seu uso por Jesus em Mateus 24. Paulo respondeu à questão de alguns crentes tessalonicenses sobre se os que morreram no Senhor tinham qualquer desvantagem em relação aos que sobrevivessem. Poderiam os santos mortos perder a glória da parousia? Eles necessitavam a segurança da esperança cristã, em contraste com os que não têm esperança (I Tess. 4:13). Paulo fundamentou a esperança no evangelho, na certeza da ressurreição de Jesus: “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (I Tess. 4:14). Essa passagem afirma que todos os que morreram no Senhor seguramente serão ressuscitados, tal como Jesus morreu e ressuscitou dos mortos. A frase “trará, em Sua companhia” não sugere qualquer retorno de almas dos Céus à Terrra, mas o ato de Deus trazer os mortos à vida, assim como trouxe Jesus da tumba, como “as primícias dos que dormem” (I Cor. 15:20 e 23). O apóstolo continua sua explicação da seguinte maneira: “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (I Tess. 4:15-17). O propósito de Paulo não foi descrever os sinais que introduzem o segundo advento, mas “pela palavra [ou autoridade] do Senhor” responder a questão específica sobre os santos mortos em relação à parousia. Nos versos 13-16, ele tranqüiliza os entristecidos crentes, garantindo-lhes que os mortos em Cristo não terão desvantagem alguma em relação aos santos vivos, porque eles “ressuscitarão primeiro”. Os dois grupos então simultaneamente arrebatados “para o encontro do Senhor nos ares”. Em sua primeira carta aos tessalonicensses, Paulo ensina justamente o oposto do arrebatamento secreto Dessa forma, o advento de Cristo sincroniza com a ressurreição e a trasladação dos santos. Em I Tess. 4:16 e 17, Paulo claramente ampliou em detalhes o que Jesus revelara em Mateus 24:30 e 31. Não há necessidade nem justificativa para compartimentalizações. Jamais deveríamos entender que Paulo esteja revelando uma parousia, uma ressurreição e reunião dos santos diferentes do que foi mencionado por Jesus em Mateus 24. A mesma trombeta que anuncia o encontro dos eleitos em Mat. 24:31 também chama à vida os santos que dormem em Cristo (I Cor. 15:52; I Tess. 4:16). Como comandante-em-chefe das hostes angelicais, Cristo aparecerá no céu, com sons tais como os de ruidosas trombetas, em Sua gloriosa parousia. Em I Tess. 4:16 e 17, o apóstolo Paulo ensina justamente o oposto do arrebatamento secreto. Em seu famoso “capítulo da ressurreição” escrito à igreja de Corinto, Paulo novamente introduz a trombeta apocalíptica para anunciar a ressurreição e a trasladação de todos os santos: “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Cor. 15:51 e 52). O apóstolo não diz que o arrebatamento terá lugar “num momento”, mas que o corpo perecível do crente será transformado instantaneamente, “num abrir e fechar de olhos”, em um corpo imortal (ver Fil. 3:20 e 21). Essa mudança, entretanto, somente acontecerá “ao ressoar da última trombeta”, que será ouvida, conforme Jesus Cristo, em Sua gloriosa parousia (Mat. 24:31). Outra questão dos tessalonicenses levada a Paulo diz respeito ao tempo do Dia do Senhor: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas... [kairos = data]” (I Tess. 5:1). O apóstolo respondeu que tal preocupação devia ser deixada de lado, considerando que a data desse dia não pode ser prevista, pois “o dia do Senhor vem como ladrão de noite” (I Tess. 5:2) súbita e inesperadamente para os descrentes (v. 3), mas aguardado pelos santos que vivem em constante prontidão (I Tess. 5:4-8; Mat. 25:13). Paulo salientou que o Dia do Senhor, ou a parousia de Cristo (I Tess. 5:23), terá um duplo aspecto: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (5:9). O apóstolo usou a palavra “ira” para indicar o julgamento retribuitivo de Deus (I Tess. 1:10; Rom. 5:9), o qual ele mesmo descreve em II Tessalonicenses 1:7-10. Em sua segunda carta à igreja de Tessalônica, Paulo enfrentou uma situação diferente. Agora ele devia tratar com um erro relacionado ao tempo da parousia e da reunião dos santos (II Tess. 2:1). Alguns irmãos criam que “o dia do Senhor” havia chegado (v. 2). Como resultado dessa crença, tornaram-se confusos e se recusavam a trabalhar (II Tess. 3:10 e 11). Esse prematuro senso de cumprimento apocalíptico exigiu uma refutação por parte do apóstolo. Ele recorda sua instrução anterior concernente ao futuro surgimento do “homem da iniqüidade”, como um evento que deve ocorrer antes do Dia do Senhor (2:3). Em virtude de que esse anticristo ainda não tinha feito sua aparente parousia, “com todo poder, e sinais e prodígios da mentira” (2:9), Paulo explicou que o dia da parousia de Cristo também ainda não havia chegado (vs. 3, 4 e 9). Como um segundo argumento contra a injustificada insistência na expectação da vinda de Cristo como sendo imediata e iminente, Paulo recorda aos tessalonicenses o bem conhecido poder restritivo que deteve o aparecimento público do “homem da iniqüidade” naquele tempo (II Tess. 2:4-7).12 Para compreender apropriadamente a predição paulina de uma apostasia massiva ou afastamento da fé cristã antes do Dia do Senhor, devemos reconhecer a aplicação que ele faz das profecias de Daniel sobre o inimigo de Deus (caps. 7, 8, 11 e 12). De Daniel 7, os Pais da Igreja aprenderam que o detentor do surgimento do anticristo era o poder civil do Império Romano e seu imperador.13 Os dispensacionalistas insistem que o detentor que seria removido antes de ser revelado “o homem da iniqüidade” é o Espírito Santo trabalhando através da Igreja, insinuando assim o seuarrebatamento “a qualquer tempo”.14 Em II Tessalonicenses 2, a intenção de Paulo é precisamente refutar essa expectativa através do uso que faz da seqüência dos impérios mundiais, conforme Daniel, em seu prognóstico (II Tess. 2:3 e 4 aplica Dan. 7:25; 8:25; 11:36, como a New American Standard Bible indica). Daniel é a chave indispensável para compreensão do esboço que Paulo faz da Igreja em II Tessalonicenses 2.15 O apóstolo adverte a igreja para atentar aos sinais da apostasia, de modo que a parousia ou o Dia do Senhor não a surpreenda como um ladrão (I Tess. 5:1-6). Paulo salientou ainda o efeito da parousia sobre o anticristo: o Senhor virá para destruir “o iníquo... com o sopro da Sua boca, e o destruirá pela manifestação de Sua vinda” ( 2:8). O efeito sobre os santos será o oposto: “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele...” (2:1). Assim Paulo repete a união inseparável da parousia e do arrebatamento, conforme descrito em I Tessalonicenses 4. O evangelho apocalíptico de Paulo assemelha-se muito ao de Cristo em Mat. 24:21-31. Jesus e Paulo apresentam a segunda vinda e o arrebatamento da Igreja como um só evento que ocorrerá imediatamente à tribulação patrocinada pelo anticristo. Enquanto o Mestre advertiu particularmente contra o engano de uma parousia secreta e invisível (Mat. 24:26 e 27), Paulo fez o mesmo especificamente contra o engano de uma parousia a qualquer momento (II Tess. 2:3-8).

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

COMO IR PARA O CÉU?

        Primeiro a má notícia.
Por causa do pecado, nós já nascemos separados de Deus. Sem uma intervenção, não podemos entrar no Céu. Isso se aplica a toda raça humana, não a você apenas.
Romanos 3:23 diz,"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"
Romanos 3:10 diz,"como está escrito: Não há justo, nem sequer um."
Romanos 6:23a "Porque o salário do pecado é a morte;"
Apocalípse 21:8 "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte."
Não existe uma cota de boas obras que nós possamos fazer para nos salvar da separação eterna de Deus.
Efésios 2:8-9 diz, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie."
Para estar separado de Deus para sempre, simplesmente não precisamos fazer nada. Ignorar ou rejeitar o Filho de Deus é o único pecado que pode nos impedir de sermos perdoados e a única alternativa ao céu é a tormenta em um lago de fogo . (Apocalípse 20:15, 2 Tess. 1:7-9).   
João 3:18 "Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."
                              Mas existe uma boa notícia!
Existe uma maneira simples e gratuita de nos reconciliarmos com Deus, que é possível graças ao Filho unigênito de Deus. Um sacrifício de sangue foi necessário para pagar por nossos pecados e Jesus foi enviado para se tornar esse sacrifício. Ele foi pregado numa cruz, e teve seu sangue vertido como o pagamento por nossos pecados. Mas 3 dias após sua morte, ele ressucitou, validando de uma vez por todas, sua condição de nosso único Salvador.   
Crer na morte, sepultamento e ressureição de Cristo é o único meio de se chegar ao Céu.
Jesus diz (João 14:6), "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
João 3:16 e17 são bem claros. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."
A Bíblia nos ensina como sermos salvos:
Romanos 10:9-10 "Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação."
Este é o dom gratuito de Deus, porque Ele te ama.
Romanos 6:23b "mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 10:13 " Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo."
Você está pronto para crer nisso agora?   Se sim, então simplesmente diga a Deus o que Ele mesmo te pediu para confessar. Você pode usar uma oração similar a esta:
"Deus, eu admito que sou um pecador e sei que não posso fazer nada para merecer entrar no Céu. Eu verdadeiramente creio que Jesus morreu numa cruz, foi sepultado e ressuscitou. Eu ponho minha fé no Seu sacrifício para pagar completamente por meus pecados."

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O QUE É E PARA QUE SERVE A RELIGIÃO?


                                           O conceito e a finalidade da religião tem sido motivo de amplo debate acadêmico e teológico. Fatos históricos e relevantes intensificaram as discussões e levantaram questionamentos diversos. Dentre eles destacamos, no campo social, a Revolução Industrial (Inglaterra), na cultura o Iluminismo (Alemanha e França), na política a Revolução Francesa (França). Como resultado destes movimentos surge à necessidade de investigação e pesquisa.

 Os pensadores e estudiosos se revezam em formular teorias e encontrar respostas. Para Kant a religião é uma relação entre Deus e a moral do homem. Deste modo Deus é o arquétipo da moral. Ludwig considera a religião como criação humana no estilo de projeção. O homem projeta na religião a segurança futura e o sentido presente e real para a existência humana. Para Karl Max a religião é elemento secundário, sintoma de uma sociedade enferma. Cria e mantém as pessoas em alienação constante. Para Nietzehe a religião, entre outros males, gera submissão. Já para Shmith a religião e seus ritos, como o ritual do sacrifício, agregam as pessoas e formam as sociedades. Seguindo esta linha, Durkheim enfatiza os “fatos sociais” – a religião com suas crenças, ritos e símbolos unem e estabelecem uma comunidade. Para estes últimos a religião é importante e tem função sociológica.

Já em anos recentes o filósofo e sociólogo alemão Habermas considera relevante e reconhece na religião as raízes da ética. A obrigação moral sintetiza Habermas, deriva do sagrado que é capaz de manter a sociedade unida por meio de um consenso generalizado. Assim, segundo Habermas, é a religião que imprime a orientação ética para a práxis diária do cidadão.

Diante deste contexto temos basicamente duas classes de pensadores que são excludentes entre si. De um lado temos aqueles que reduzem e desprezam a religião e a consideram como um obstáculo para o progresso. Do outro lado os que enfatizam ser a religião um elemento necessário para evitar o caos social e moral da humanidade. Deste modo, enquanto que para o Iluminismo a religião é um erro de percurso, para a sociologia a religião é imprescindível e contribui no aspecto sociológico.

Sob esta temática, concordando com Habermas, a religião constitui desafio cognitivo e estabelece as normas sociais e não o contrário. Assim a religião está presente na esfera pública por meio das ações de seus cidadãos e não pode ser banida. Seus valores mantêm a base da ordem pública por meio de regras e procedimentos. Em conseqüência os valores religiosos são o fundamento da democracia tão cara ao cidadão livre. Muitos dos conceitos cristãos, por exemplo, foram transformados em razões laicas. Nosso código penal está permeado de valores religiosos.

                                      No entanto, no Brasil, uma crescente tensão entre estado e religião tem alcançado debates acalorados. É necessário dar uma maior atenção a estas questões e não ignorá-las. Assuntos como “relações homoafetivas” e “aborto” que são temas éticos da Religião são objetos de votação no Congresso Nacional e Superior Tribunal Federal. As decisões influenciam a vida das pessoas e sua religiosidade. O estado laico não pode impor sua linguagem e nem impedir a prática dos valores do cidadão religioso. Considerando a religião no aspecto sociológico como raízes da ética, a laicidade deve ser assumida como valor a ser discutido de acordo com o interesse público e a religiosidade do cidadão. Creio que no debate atual, é fundamental o equilíbrio e a mediação entre a religião e as questões laicas.
Pr Douglas Baptista - Edição Antonio Carlos Pimenta

VIDA CRISTA ABUNDANTE


Em Colossenses 4.12, Paulo escreveu: “Sauda-vos Epafras, que é dos vossos; servo de Cristo, combatendo sempre por vos em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus”.
A vontade de Deus, no sentido individual, é o Seu querer e direção para a nossa vida pessoal e em todo o nosso viver e agir, em todos os aspectos da vida. A maior honra e privilegio do homem depois da Salvação é ter a oportunidade de fazer a vontade de Deus. Adão foi criado com esse privilégio, mas perdeu-o por causa do pecado (Rm 7.10). A vontade de Deus é assunto altamente prioritário na oração de todo filho de Deus, todos os dias (Mt 6.10; 1Jo 5.14). Deus dotou o homem de três extraordinários poderes ou faculdades, a saber: intelecto, sensibilidade e vontade, sendo o poder da vontade o de maior responsabilidade. O poder da vontade (ou poder volitivo) é o nosso poder de escolher, de querer, de decidir e resolver (Jó 5.6; Gn 24.5b; Js 24.15; Is 1.19; Mt 23.37).
Textos-base para o estudo da vontade de Deus são Colossenses 1.9,10 (Devemos CONHECER a vontade de Deus), Efésios 5.17 (Devemos ENTENDER a vontade de Deus), Salmos 143 (Devemos orar para APRENDERMOS A FAZER a vontade de Deus) e Colossenses 4.12 (Devemos ser CONSUMADOS em toda a vontade de Deus) Quatro tipos de vontade podem haver em nossa vida: a vontade de Deus, a minha vontade (=a vontade da carne) (Rm 7.18; 1Co 9.27; Jo 21.3) – essa vontade, mesmo sendo "boa", não é vontade de Deus –, a vontade de outrem ou de outros, e a vontade do Diabo (2Tm 2.26). A vontade de Deus é manifestada sob dois aspectos: a vontade geral de Deus e a vontade individual de Deus para conosco. A vontade geral de Deus é a chamada “providência divina”. São o Seu eterno plano, Seus eternos desígnios e Suas leis gerais em andamento (Ef 2.10; 3.11; Sl 119.91). Ela é manifesta através de Suas leis cósmicas, físicas, naturais, morais, cívicas e espirituais. A vontade geral de Deus é universal. A vontade individual de Deus para conosco é a Sua vontade específica para cada indivíduo. Essa vontade individual de Deus não é determinista, fatalista, cega, arbitrária, que anula a liberdade do homem como homens, como ensinam os predestinalistas. Essa vontade individual de Deus pode ser Sua vontade permissiva ou perfeita. A vontade permissiva de Deus pode ser vista em passagens como Salmos 106.15 e Números 11.18. Já a vontade perfeita de Deus, em Romanos 12.2.                                            Pastor Antonio Gilberto

sábado, 31 de maio de 2014

#QUEM É MELQUISEDEQUE?

Todos que lêem a Bíblia com freqüência já devem ter ouvido falar de Melquisedeque. Qual é, porém, a verdadeira identidade de Melquisedeque, o sumo-sacerdote do Velho Concerto?

Melquisedeque é sem dúvida um personagem misterioso da Bíblia. Ele é mencionado em somente três livros da Bíblia - dois no Velho Testamento (Gênesis e Salmos) e um no Novo Testamento (Hebreus).
O autor do livro de Hebreus diz que muita coisa sobre ele poderia ser dita, mas a interpretação seria difícil porque os ouvintes se tornaram negligentes para receber essa palavra (Hebreus 5:11 e 12)… "porque já devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento”.

Ainda em Hebreus 7:3 lemos a respeito de Melquisedeque… "sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida"... e "o qual recebeu o ofício do sacerdócio". Sem dúvida, esses atributos tais como "sem pai, sem mãe" ou como "sem genealogia, sem princípio de dias" caracterizam alguém com uma natureza sobrenatural.
Portanto, ao invés do que muita gente pensa, Melquisedeque não poderia ser de natureza humana, pois o texto diz que ele não tinha genealogia humana e os dias de sua existência não eram limitados Esses atributos são próprios de um ser eterno, e neste caso, de natureza divina.

O Sacerdócio Segundo a lei 
(Hebreus 7:3)… "Sem pai, sem mãe, sem descendência, não tendo nem começo nem fim de dias... o qual recebeu o ofício do sacerdócio"  (Hebreus 7:11-12)… "se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois debaixo dele o povo recebeu a lei), que necessidade haveria que outro sacerdote se levantasse segundo a ordem de Melquisedeque e não ser chamado segundo a ordem de Aarão? Pois o sacerdócio sendo mudado, também é necessária a mudança da lei". Esses textos deixam claro que Melquisedeque foi o sumo-sacerdote de um sacerdócio com bases na lei, o que no caso se aplica ao Velho Concerto, baseado no Velho Testamento. O Novo Concerto estabelecido através de Jesus Cristo refere-se ao sacerdócio perfeito, que veio suprir as incapacidades e limitações do Velho Concerto.

Similaridades entre Melquisedeque e Jesus
Há uma grande similaridade entre as características de Melquisedeque e de Jesus, o que prova que eles têm muito em comum. A seguir, estão relacionadas algumas das coisas que Jesus e Melquisedeque parecem se identificar:

. O padrão usado por DEUS é o da justiça, prevalecendo inclusive sobre a misericórdia(Êxodo 21:12-25; Levítico 24:20; Deuteronômio 19:21). Por sua vez, o nome Melquisedeque significa "rei de justiça" (Hebreus 7:2).

. Melquisedeque era rei de Salém (Hebreus 7:2), a qual para muitos estudiosos corresponde à atual cidade de Jerusalém. Por sua vez, Deus é chamado "Deus de Israel", cuja capital é a Jerusalém atual, terrena que difere da Jerusalém celestial, também chamada de "Jerusalém do alto" (1 Crônicas 17:24; Êxodo 3:16; Gálatas 4:26).

. Melquisedeque tomou dízimos do despojo tomado por Abraão e o abençoou (Hebreus7:1-6). Similarmente, Deus recebeu o dízimo dos descendentes de Abraão e abençoou o povo (2 Crônicas 31:10).

. Melquisedeque não tem começo nem fim de dias, ou em outras palavras - é eterno. Ele também não tem genealogia (Hebreus 7:3). Deus também é eterno e não tem pai, nem mãe, nem genealogia (Neemias.9:5). Esse fato caracteriza ambos como seres divinos e sobrenaturais, como os anjos.

. Melquisedeque é o sumo-sacerdote vitalício do Velho Testamento (Gênesis 14:18;Hebreus 12:22). Por sua vez, Deus foi também o mentor da base sacerdotal do Velho Testamento, o qual orientou pessoalmente todos os serviços religiosos no templo, através de regras e exigências ritualísticas criteriosas. Um detalhe curioso nessa descrição do modelo sacerdotal do Velho Testamento é que as pedras que adornavam o éfode (peitoral) do sacerdote (Êxodo 28:6 a 21) são do mesmo tipo das pedras que adornavam o anjo que era o modelo de perfeição no Éden, o qual veio posteriormente a se ensoberbecer e rebelou-se contra o Deus Altíssimo (Ezequiel 28:13).

. É difícil interpretar o papel e o caráter do personagem Melquisedeque, como lemos em Hebreus 5:11, e da mesma forma é difícil compreender o caráter e os reais intentos de DEUS, o qual ora abençoava e ora castigava segundo sua vontade.

. Melquisedeque assumiu forma humana quando apareceu a Abraão (Gênesis 14:18-20). Por sua vez, Deus,  também tomou forma humana (para ser visto e intendido, por causa da limitação do homem) quando apareceu a Abraão(Gênesis 18:1-7) e anunciou que Sara teria um filho.

Alguns teólogos entendem que Melquisedeque era o próprio Cristo no Velho Testamento e chamam esse tipo de ocorrência "Parousia" ou "Cristofania". Contudo, o fato do texto deixar claro que Melquisedeque era uma figura (tipo) de Cristo prova que ele não era o próprio Cristo.

O fato de Melquisedeque ter oferecido pão e vinho a Abraão não significam tampouco que Melquisedeque e o Filho de Deus sejam a mesma pessoa, da mesma forma como Adão não era Cristo, embora Cristo fosse chamado o "último Adão" (1 Coríntios 15:45). Além disso, em outra parte é relacionado o fato de que através de uma única ofensa (de Adão), entrou o pecado no mundo e atingiu toda a humanidade. De forma análoga, através de um único ato de justiça (de Cristo), a graça de Deus veio a ser derramada sobre todos os homens (Romanos 5:16-18).

Portanto, quando lemos que Cristo é sumo-sacerdote conforme a ordem de Melquisedeque, devemos entender essa relação como uma antítese, em que o reprovável e falível veio a ser substituído pelo aprovado e irrepreensível.

Melquisedeque é o sumo-sacerdote do Velho Testamento (ou do Velho Concerto), o qual se tornou obsoleto por causa da natureza caída do homem, como diz Hebreus 7:18 e foi definitivamente Assumida por Cristo (2 Corintios 3:16).
Melquisedeque, rei de justiça

A relação entre a justiça (a qual é associada com o nome de Melquisedeque) e a condenação está baseada no fato de que a lei aplica tanto a justiça como a condenação. A justiça implacável, porem, não leva em consideração a misericórdia nem a compaixão, que são atributos peculiares do verdadeiro Deus e Pai.

Por todas as evidências já relacionadas, poderíamos supor que Jesus e Melquisedeque são a mesma pessoa, embora isso não esteja totalmente claro nas Escrituras. Porém, ainda que não houvessem subsídios suficientes para associarmos Jesus com Melquisedeque, uma coisa é certa - ambos parecem estar intimamente relacionados, a começar pelo nome de Melquisedeque, que significa "rei de justiça".

Em Gênesis 18:25, Deus é reconhecido pela sua justiça, porém não é a justiça que leva em consideração a misericórdia e a compaixão, a qual é um atributo peculiar e distintivo do verdadeiro Deus e Pai.

Uma coisa é certa - a índole violenta que DEUS revela em várias ocasiões no Velho Testamento ao destruir implacavelmente exércitos e cidades, combina perfeitamente com a personalidade de Melquisedeque, o qual veio ao encontro de Abraão para abençoá-lo logo após a matança dos reis inimigos (Hebreus 7:1; Gênesis 14:17-18)… "Pois esse Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, o qual encontrou Abraão retornando da matança dos reis, e o abençoou".

Portanto, aquela justiça que é atribuida ao nome de Melqueisedeque parece estar associada à justiça implacável, que não hesita em aplicar a condenação de forma radical e fulminante.TIPIFICANDO O JUÍZO FINAL

O perfeito e eterno sacerdócio de Cristo
Quanto ao aspecto sacerdotal, lemos em Hebreus 7:11-12 o seguinte: "Se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois debaixo dele o povo recebeu a lei), que necessidade haveria que outro sacerdote se levantasse segundo a ordem de Melquisedeque e não ser chamado segundo a ordem de Aarão? Pois o sacerdócio sendo mudado, também é necessária a mudança da lei".

Esse texto deixa claro que Melquisedeque foi o sumo-sacerdote de um sacerdócio terreno estabelecido pela vontade DIVINA com um propósito especifico, mas,  teve de ser mudado juntamente com a mudança da lei que o regia, e isso se aplica ao Velho Concerto. A imperfeição está no fato de que houve necessidade de ser estabelecido um novo sacerdócio perfeito e eficaz.

Isto significa que o sacerdócio do Velho Concerto foi mudado por um outro, cujo sumo-sacerdote é Jesus Cristo, o Filho de Deus, e por isso que o texto de Hebreus 7:12 diz que houve MUDANÇA de sacerdócio. Embora tendo sido executado de uma só vez, o sacerdócio de Cristo tem um alcance universal e eterno.
Melquisedeque estava incapacitado de prover salvação e redenção para quem quer que fosse, pois seu ministério era imperfeito (PELA VONTADE DE DEUS) e semelhante aos dos sacerdotes do Velho Testamento, que tinham que estar continuamente oferecendo sacrifícios por si mesmos e pelo povo. O sacerdócio levítico, assim como o sacerdócio de Melquisedeque, tinha caráter temporário e era exercido através de ministrações contínuas, com o sacrifício de animais e oferendas da alimentos (Hebreus 7:28), enquanto que o sacerdócio de Cristo é perfeito, eterno e único, realizado às custas de seu próprio sangue, como diz Hebreus 9:24 e 25.
O ofício sacerdotal iniciado por Melquisedeque não teve êxito porque era fundamentado apenas em oferendas religiosas e no sacrifício ritualístico de animais. Por causa disso, ele teve de ser substituído pelo sacerdócio de Jesus (Hebreus 7:11), o que significa que o sacerdócio do Velho Testamento deu lugar definitivamente ao sacerdócio do Novo Testamento.

Por extensão, o Velho Concerto se tornou repreensível e por isso foi rejeitado, havendo sido ABOLIDO por Cristo, como diz 2 Corintios 3:14-16. E assim, o ministério de Melquisedeque representa o ministério do Velho Testamento, o qual foi invalidado por Cristo por causa de sua FRAQUEZA e LIMITAÇÕES HUMANAS (Hebreus 7:18).
Por outro lado, o Novo Concerto foi aprovado, exaltado e glorificado, e por isso é chamado em Hebreus 7:22 de “um MELHOR concerto”. Após a ressurreição, Jesus foi constituído "autor de uma eterna salvação", como diz Hebreus 5:7-9… "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu, e sendo consumado veio a ser a causa da ETERNA SALVAÇÃO para todos os que lhe obedecem".

O fato do sacerdócio de Jesus Cristo ter sido “segundo a ordem de Melquisedeque”, como diz Hebreus 5:6, 7:17 e 7:21, não significa que os dois ministérios estavam relacionados entre si, como se um fosse uma continuidade do outro, visto que as diferenças entre eles são muito grandes, a saber:
- o sacerdócio de Melquisedeque foi temporal enquanto que o de Cristo É eterno (Hebreus 7:25);
- no sacerdócio de Melquisedeque e de todos os sacerdotes do Velho Testamento, o sangue usado para expiação era de animais (bodes, bezerros, touros e novilhas), enquanto que o sacerdócio de Cristo foi exercido com o derramamento de seu próprio sangue (Hebreus 9:12-14);
- Cristo é ministro do santuário do VERDADEIRO tabernáculo estabelecido por Deus (Hebreus 8:2), e não do VIRTUAL, que foi exercido por Melquisedeque e por todos os sacerdotes do Velho Testamento;
- com a mudança do sacerdócio houve também o cumprimento da lei (Hebreus 7:12) e assim, todo aquele arcabouço ritualístico de religiosidade aparente, que regia o ministério do Velho Testamento, deu lugar ao ministério eficaz e autêntico de Jesus no Novo Testamento (Hebreus 8:6; 8:13; 2 Corintios 3:6).

sexta-feira, 30 de maio de 2014

# HERMENÊUTICA

É necessário que o estudante das Escrituras procure descobrir o significado do texto que está sendo estudado. Queremos saber o que o texto significa. Para descobrirmos o significado do texto, teremos que verificar os vários componentes envolvidos na Hermenêutica: o autor, o texto e o leitor.
A palavra hermenêutica significa explicar ou interpretar. Nas Escrituras é usado em quatro versículos: João 1.42; 9.7; Hebreus 7.2 e Lucas 24.27. Esse termo pode ser traduzido por explicar ou expor. O termo Hermenêutica, portanto, descreve simplesmente a prática da interpretação.

O AUTOR COMO DETERMINANTE DO SIGNIFICADO 
Esse é o método mais tradicional para o estudo da Bíblia. O significado é aquele que o escritor, conscientemente, quis dizer ao produzir o texto. É importante verificar o que o autor disse em outro escrito. O que Lucas registrou em seu Evangelho poderá ser mais esclarecedor se comparado com Atos, ou registro de Lucas. Devemos levar em conta os idiomas da época: aramaico, hebraico e grego. Eles possuem um significado que não pode variar. Por outro lado, o texto está limitado ao que o autor disse exatamente? Por exemplo: lemos em Efésios 5.18: Não vos embriagueis com vinho. Alguém poderia dizer: Paulo proíbe que nos embriaguemos com vinho, mas acho que não seria errado embriagar-se com cerveja, rum, ou outra droga. Os escritos do apóstolo vão além de sua consciência, embora essas implicações não contradigam o significado original, antes fazem parte do texto e seu objetivo. Compreendemos então o mandamento paulino como um princípio, pois mesmo que o autor não esteja ciente das circunstâncias futuras, ele transmitiu exatamente a sua intenção.
O TEXTO COMO DETERMINANTE DO SIGNIFICADO
Alguns eruditos afirmam que o significado tem autonomia semântica, sendo completamente independente do que o autor quis comunicar quando o escreveu. De acordo com esse ponto de vista, quando um determinado escrito se torna literatura, as regras normais de comunicação não mais se lhe aplicam, transformou-se em texto literário. O que o texto está realmente dizendo sobre o assunto? Analisando o relato em Marcos 4.35-41 Qual é o objetivo do texto? Informar sobre a topografia do mar da Galiléia ou o mal tempo naquela circunstância? Seu objetivo era falar sobre Jesus Cristo, Filho de Deus. O significado que Marcos queria transmitir está claro: Mas quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (4.41). O autor queria transmitir que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Filho de Deus. Ele é o Senhor e até mesmo a natureza está sujeita a ele!
O LEITOR COMO DETERMINANTE DO SIGNIFICADO
Segundo essa perspectiva, o que determina o significado é o que o leitor compreende do texto. O leitor atualiza a interpretação do texto. Leitores distintos encontram diferentes significados, isso porque o texto lhes concede permitir essa multiplicidade. É relevante o que pensa o leitor? Isto poderia influenciar o sentido do texto? Se compreendermos que há diferença de interpretação entre um leitor crente e outro que é ateu, a resposta é sim! Contudo é necessário que o leitor esteja em condições de entender o texto. Ao verificar como as palavras são usadas nas frase, como as orações são empregadas nos parágrafos, como os parágrafos se adequam aos capítulos e como os capítulos são estruturados no texto, o leitor procurará compreender a intenção do autor. O texto, em sua íntegra, ajudará o leitor a compreender cada palavra individualmente. Assim sendo, as palavras, ou conjunto de palavras, ajudam a compreender o todo.

DEFINIÇÃO DAS REGRAS.
Uma utilização equivocada das ferramentas da Hermenêutica resultará em confusão e desvio, portanto, heresia. O que está envolvido no processo de interpretação? Que padrão terminológico o autor utilizou para dar significado ao texto? Que implicações se enquadram legitimamente no padrão por ele pretendido? Que significação atribui o leitor ao texto? Qual é o assunto do texto? Que compreensão e interpretação o leitor terá? Se as normas da linguagem devem ser respeitadas, que possibilidade significados é permitida pelas palavras de um texto? Foi reconhecido o gênero literário. As respectivas regras que o governam estão sendo obedecidas? O contexto prevê o significado dos objetos literários encontrados no texto?
SIGNIFICADO
O autor pretendia comunicar suas informações. Valeu-se, então, de um código de linguagem para transmitir sua mensagem. O significado não pode ser alterado, pois o autor, levando em consideração suas possibilidades ed interpretação, submeteu-se conscientemente às normas de linguagem com as quais o leitor está familiarizado. Da mesma maneira, os textos produzidos pelos autores das Sagradas Escrituras, movidos pelo Espírito Santo, têm implicações que abrangem o significado específico que eles, conscientemente, procuraram transmitir.
Isso é razoável, uma vez que o leitor deverá compreender a linguagem utilizada.

IMPLICAÇÕES
As implicações ultrapassam os significados originais. O autor não estaria ciente de novas circunstâncias. Apesar disso, elas se enquadram legitimamente no padrão de significado pretendido pelo autor. Em Gálatas 5.2 lemos: Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. O significado específico está bem claro. Se os cristãos da Galácia cedessem às pressões dos judeus e se submetessem à circuncisão, estariam renunciando a fé, recusando a graça de Deus em Cristo e procurando, consequentemente, estabelecer uma relação diferente com Deus, baseada em suas próprias obras.
Para os gentios da Galácia, aceitar a circuncisão equivalia renegar a Cristo! Hoje essa interpretação é ponto pacífico no seio da Igreja. Contudo, as implicações desse versículo ainda são proveitosas. No século 16, Lutero tomou as indulgências e a penitência proclamadas pela Igreja Católica como uma tentativa de estabelecer uma relação com Deus dependente das próprias obras. Embora Paulo não estivesse ciente das circunstâncias ocorridas no século 16, Lutero estava certo das implicações implícitas no significado da epístola.
No século 19 e 20, formaram-se grupos religiosos que proclamam a guarda do sábado como obrigatória para a salvação. As implicações do texto paulino são claras: não podemos misturar graça e fé com as obras da Lei. É estritamente pela fé que somos salvos – fé sem circuncisão, fé sem indulgências, fé sem penitências, fé sem guardar o sábado.
As implicações dos ensinos bíblicos ultrapassam as distâncias culturais e temporais e são luz para os problemas atuais. O mandamento olho por olho, dente por dente (Êx 21.23-25) implica em exercício da justiça. Enquanto grupos religiosos cortam a mão de uma pessoa por roubar um objeto, as Escrituras ensinam uma justiça equivalente (Êx 22.1): o objeto roubado mais uma multa. Não uma retaliação física.
SIGNIFICAÇÃO
Refere-se ao modo do leitor responder ao significado de um texto. Um cristão atribuirá significação positiva às implicações do texto naturalmente. Um descrente, pelo contrário, atribuirá significação negativa. Mesmo no corpo de discípulos cristãos, as aplicações de um mesmo texto poderá ser diferente: A Grande Comissão em Mateus 28.19,29 pode significar tornar-se um missionário em terra distante, ou um mantenedor, ou mesmo um pioneiro no próprio pais, um pastor local, ou um incentivo como professor de uma classe de Escola Dominical. Mas todas, apesar de diferentes, são respostas às implicações legítimas do significado.
O ASSUNTO DO TEXTO.
Qual é o assunto do texto a ser considerado? Em Gênesis temos a história da criação; em Juízes, a história política; Salmos, a poesia hebraica; Provérbios, a sabedoria prática; Evangelhos, a vida de Jesus.
Devemos discernir qual o objetivo específico do escritor. Em Marcos 2.1-12 temos o relato da cura de um paralítico. Diversos detalhes são agregados ao texto, transmitindo-nos informações históricas, formas de construção de casas etc. Mas o que Marcos queria enfatizar realmente? Sua ênfase é percebida em vários lugares no próprio texto: 1. A questão levantada pelos escribas sobre quem tem poder para perdoar pecados (Mc 2.7); a declaração de Jesus de que o Filho de Deus tem esse poder (Mc 2.8-10); a realização de um milagre para legitimar sua declaração (Mc 2.11), a maneira como os ouvintes reagiram diante de sua declaração e do milagre (2.12): Nunca tal vimos. Marcos demonstrou que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, não existindo na Terra ninguém semelhante, pois somente ele tem autoridade divina para curar e perdoar pecados. Outra implicação legítima dessa exposição é que Jesus é o Senhor e Salvador.
COMPREENÇÃO E INTERPRETAÇÃO
A compreensão refere-se ao entendimento correto do significado pretendido pelo autor. Já que há apenas um significado, todo aquele que o compreender terá a mesma compreensão do padrão de significado do autor. Algumas compreensões podem ser mais completas do que outras, devido à maior percepção das várias implicações envolvidas.
Como expressar essa compreensão? Há quase um número infinito de formas de expressar essa compreensão. Por exemplo: o Senhor Jesus, ao ensinar sobre a chegada do reino de Deus, valeu-se de várias parábolas. Alguns intérpretes alegam que não existe sinônimo perfeito. Ainda assim, um autor, com o propósito de evitar o desgaste de vocábulos já empregados, pode, conscientemente, desejar usar outros com o mesmo sentido. Isto porque o uso de sinônimos é previsto pelas normas da linguagem, as quais também admitem uma extensão de possíveis significados para a mesma palavra.
Há dois princípios para orientar o trabalho de tradução: palavra por palavra, ou pensamento por pensamento. A dificuldade do primeiro é que em idiomas e culturas diferentes nem sempre os vocábulos têm a mesma exatidão. O segundo princípio tem, também, suas dificuldades. Isso fica evidente quando procuramos determinar como um autor usa os mesmos termos em lugares diferentes com o mesmo significado. O valor da equivalência em tal tradução fica muito mais comprometido do que no propósito de comparar outras passagens nas quais o autor bíblico usa as mesmas palavras com o mesmo significado.

NORMAS DE LINGUAGEM
As normas da linguagem, tentam especificar a extensão de significados permitidos pelas palavras de um texto. O termo fé, por sua vez, possui ampla extensão de significados no Novo Testamento. Pode ser mera aceitação mental de um fato; em outros contextos, confiança plena; ou ainda, um conjunto de crenças. O termo fé, contudo, não pode significar algo incompatível com o contexto, como: ritual do batismo. As Testemunhas de Jeová atribuem um significado à palavra Geena que é totalmente estranha a sua natureza. Afirmam que essa palavra deve significar aniquilamento, destruição eterna, punição eterna. Onde encontramos esse termo? Leiamos Mt 5.22,29,30; 10.28; 18.9; 23.15,33; 9.43,45,47; Lc 12.5; Tg 3.6. Algum desses versículos transmite a idéia de aniquilamento? Ou refletem um estado contínuo distante da presença de Deus? Atribuir à palavra geena um significado inadequado é um equívoco, segundo as normas de linguagem. Todo o contexto atribui à palavra geena o significado que conhecemos. Portanto, uma palavra ou frase possui uma extensão de significados. A tarefa do interprete é descobrir qual o significado pretendido pelo autor. Ao fazê-lo, estará se orientando pelas normas de expressão. Felizmente, as normas da linguagem limitam o número de possibilidades, de modo que apenas uma delas terá o significado que interessa ao autor. Por isso, o autor bíblico se manteve cuidadosamente dentro desses limites, a fim de ajudar os seus leitores a compreendera sua mensagem. O contexto é fundamental para reduzir os significados possíveis a apenas um significado específico.

RECONHECENDO O GENERO LITERÁRIO
Quais formas literárias estão sendo usadas pelo autor? Diferentes gêneros literários estão presentes na Bíblia. Obviamente, como os escritores da Bíblia tinham por finalidade compartilhar o significado do que escreviam, submeteram-se às convenções literárias de seu tempo. Se o leitor não ponderar esse fato, será impossível a compreensão do significado.
CONTEXTO
O contexto facilita a compreensão do significado pretendido pelo autor. Devemos entender o contexto literário como sendo aquilo que o autor procurou dizer com os símbolos utilizados antes e depois do texto em questão. Portanto, quando nos referimos ao contexto, aludimos ao padrão de significado compartilhado pelo autor nas palavras, orações, parágrafos e capítulos presentes no texto. Paulo (Rm 4.1-25) e Tiago (Tg 2.14-26) usam o termo fé com significados diferentes. Será problemático admitir que os dois escritos queriam dizer, um conjunto de crenças. Maior dificuldade haverá se assumirmos que Paulo está falando de uma mera aceitação do fato. E daí dizer que Tiago refere-se a uma verdadeira confiança. Todavia, está claro, pelo contexto, que Paulo se refere à verdadeira confiança (Rm 4.3,5); e Tiago à mera aceitação do fato (Tg 2.14,19).
O livro Raciocínios a base das Escrituras (TJ) procura explicar 1 Co 15.29 associando-o a dois textos remotos (Rm 6.3; e Cl 2.12). Desprezando o contexto (capítulo 15), que se refere à ressurreição e sua veracidade, não está focalizando a condição espiritual do mundo em relação a Deus, como ocorre nas outras referências. Encontramos em 1 Co 15 um credo da Igreja referente à ressurreição que Paulo está citando.

O ESPÍRITO SANTO E A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA
A Bíblia, como produto da inspiração divina, é a Palavra de Deus e revela aquilo em que os cristãos crêem (regras de fé) e como eles vivem (regra de prática). Os termos infalibilidade e inerrância são freqüentemente usados para descrever a fidedignidade da Bíblia.
Tudo quanto os autores desejavam transmitir com respeito a assuntos de fé (doutrina) e prática (ética) é verdadeiro. O termo inerrância significa que tudo quanto está escrito na Bíblia (informações históricas, geográficas, científicas etc.) corresponde à verdade e não pode induzir ninguém ao erro.
Um fato determinante, ultrapassando as fronteiras do tempo, envolve aquilo que o autor, conduzido pelo Espírito, desejou transmitir em seu texto. Consideremos Isaías 11.12, onde o profeta narra que Deus recolherá os dispersos de Judá desde os quatro cantos da Terra. O que ele quis dizer com esta declaração? Teria sido: Quero que saibam que a Terra consiste em quatro cantos e Deus trará de volta o seu povo desses quatro lugares? A Terra não tem nenhum canto. Pretendia Isaías afirmar algo sobre geografia? Seu propósito era falar do futuro ajuntamento do povo de Deus de todas as partes da terra. Sua declaração portanto pode ser considerada infalível e inerrante.

REGRAS PARA INTERPRETAÇÃO
É necessário usar as diferentes regras para a interpretação dos gêneros literários presentes na Bíblia. Uma parábola, uma narrativa, uma poesia, devem ser interpretadas conforme as regras. Note alguns exemplos:

PROVÉRBIOS
São declarações sucintas que empregam geralmente linguagem metafórica para expressar uma verdade geral. Contudo, os Provérbios não são leis, nem promessas. São observações gerais extraídas de um olhar sábio e cuidadoso dos fatos do dia-a-dia.
PROFECIA
Uma das regras da literatura profética envolve as profecias de julgamento. Por exemplo: Jonas 3.4. O profeta proclama à cidade de Nínive: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. Quando os ninivitas ouviram esta mensagem, proclamaram um jejum, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até ao menor (Jn 3.5) e o rei decretou um período de luto e arrependimento. A falta de julgamento divino fez dele um falso profeta? A regra para esse tipo de profecia encontra-se em Jeremias 18.7,8: No momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para arrancar, e para derribar, e para destruir, se a tal nação, contra a qual falar, se converter de sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. Por outro lado, encontramos sectários anunciando a volta de Cristo, marcando datas, e as mesmas sempre falhando. Não seria legítimo entendermos que uma mudança na sentença seria semelhante à mudança de direito: não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder (Atos 1.8).Os mesmos princípios de Hermenêutica devem ser observados em outros gêneros.

Fonte:  
Bíblila Apologética

sábado, 22 de março de 2014

AS LUAS DE SANGUE; O FENÔMENO ACONTECERÁ ESTE ANO.

Existe um fenômeno extremamente raro, que irá ocorrer nos próximos meses e também no ano de 2015, chamado de Luas Sangrentas ou Luas de Sangue, foi possível prever através da astrônomia, as datas exatas em que irão ocorrer. Não se trata de crenças religiosas, mas de fatos futuros que foram constatados por astrônomos e agências espaciais que estudam o nosso universo.

Segundo informações da Nasa, estamos à receber quatro luas sangrentas, duas nesse ano (2014) e duas no próximo ano. Mas o que você conhece sobre esse fenômeno?

Dos fatos mais intrigantes que irão fazer com que as Luas tenham essa cor, estão fatos envolvendo a bíblia sagrada, mais precisamente no livro de apocalipse, onde existe o seguinte versículo: "12º E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro, e a lua tornou-se como sangue."



As datas que marcam esses eventos, são as mais intrigantes, pois o dia em que elas irão ocorrer segundo a própria Nasa, são datas que marcam feriados Judeus.

A primeira data é dia 15 de Abril deste ano, data que todos nós conhecemos como a querida e amada páscoa, onde todas as pessoas apenas se importam com o coelhinho e os ovinhos de chocolate, não é? Pois bem, essa data marca a primeira Lua sangrenta.

A segunda data é dia 8 de outubro deste ano também, marcando a Festa dos tabernáculos, que nós não conhecemos, mas também se trata de um feriado Judeu.

Após essas datas, no dia 20 de março de 2015, teremos um Eclipse Solar total, que incrivelmente também é constatado no versículo postado anteriormente.

A terceira data é dia 4 de abril de 2015 que marca outra páscoa.

A quarta data é dia 28 de setembro de 2015, Festa dos tabernáculos, novamente.



No passado esses fenômenos apenas ocorreram três vezes que também coincidiram com eventos importantes em Israel.

O primeiro ano foi em 1492, quando a Espanha expulsou os judeus, e também, Colombo descobriu a América, que se tornou um porto seguro para o povo judeu, que se tornaram livres.

O segundo ano foi em 1948, quando Israel renasceu como uma Nação, após 2 mil anos conseguiram essa independência.

O terceiro ano foi em 1967, Israel venceu a "Guerra dos Seis Dias" e reivindicaram Jerusálem, pela primeira vez em 2 mil anos, Jerusalém e Israel estavam juntos novamente.

As profecías estão escritas, porém essas datas não foram escritas no livro de apocalipse, apenas o evento. Então não se trata de religiosos fazendo drama por causa de fenômenos, e sim fatos que estão previstos para ocorrer segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA), fatos que foram escritos na bíblia.

Há quem acredite que após essas datas começarão os 7 anos de tribulações do governo do Anticristo. A evidência circunstancial deve também ser considerada, pois há várias indicações de que a tensão entre Israel e os seus vizinhos muçulmanos está prestes a explodir. O presidente e dirigentes religiosos do Irã estão constantemente querendo a destruição completa de Israel. O seu programa nuclear está acelerando e a organização Hesbolah do Líbano estão armados até aos dentes.

Esses são os únicos anos em um futuro próximo, que se alinham com os feriados judaicos. Deve-se fazer menção aqui que existem outros anos que esses eventos ocorrerão novamente. Elas encontram-se em 2032-2033, 2043-2044, 2050-2051, 2061-2062, 2072-2073, e 2090-2091... A diferença entre esses anos é que os anos de 2014 e 2015 se alinham com os feriados judaicos e os outros não!



O que nos resta é esperar por essas datas e como sempre especularmos o que poderá acontecer, e se esses eventos sombrios irão realmente acontecer. Sendo fenômenos extremamente raros que intrigam completamente pessoas que buscam por conhecimento sobre o desconhecido, origem da vida, quem somos nós, etc...Mesmo não sendo um evento especificamente bíblico podemos muito bem aceitar que eles irão ocorrer e essa geração poderá conferir.

Isso não é para confrontar as crenças de ninguém, mas sim informar essas ocorrências que poucos sabem que estão para acontecer.

Fonte: CBN